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CRISTINÓPOLIS MT

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12
Fev18

9ª Narrativa

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As celebridades

Todo povo tem rei, toda gente tem líderes, todas as sociedades têm famosos e Cristinópolis não foi diferente. Os que tinham alguma coisa de si que se destacava dos demais. Os serviços que prestavam. A utilidade que tinham para a sociedade fazia com que certas pessoas fossem mais conhecidas, e até mesmo queridas de todos. Senão que também pudessem ser detestadas. Todo mundo conhecia e sabia quem era o Sr: Joaquim oveiro, fundador da cidade e corretor das terras. Era ele quem ocupava o lugar de maior autoridade na população. Era ele que encaminhava as pessoas em causas perante as autoridades superiores. E o Otávio respondia em segundo lugar, ou na falta dele dava o parecer. E sendo assim toda a casa era tida por todos como a primeira família de Cristinópolis. Nessa narrativa relembramos essas quatro famílias pioneiras: Augusto de Souza, Joaquim Martins, Orlando Esperandio, Joaquim Melo. Mas lá também tinha artistas, profissionais, comerciantes, artífices, altruístas, desportistas. O futebol de Cristinópolis teve bons jogadores e ótimos e destacados dirigentes, como o Coríntia que dirigia um time, todo mundo sabia quem era ele. O Marão era outro presidente de time, eram eles quem organizava os jogos em Cristinópolis e marcavam jogos com os times das outras cidades. E o Goda do bar esporte era outro cartola do futebol em Cristinópolis. Era lá no bar esporte e no bar do Marão que os assuntos de futebol eram tratados. Era lá nestes dois bares que os troféus eram guardados. O João porquinho foi o melhor jogador de todos os tempos em Cristinópolis. O Lula era cabeleireiro, porque não dizer estilista? Outros barbeiros existiram lá, mas o Lula era o mais destacado, o mais preferido, era o barbeiro da cidade. O Jorge açougueiro era uma das celebridades mais ilustres, todo mundo conhecia o Jorge. Na hora de comprar a boa carne bem tratada, aquela costela para comer com mandioca, a carne de sol que só ele sabia preparar. A picanha para o bom churrasco era no açougue do Jorge que se comprava. O modo de tratar a carne desde o abate da res. A exposição das peças na vitrine, como eram tratados os bons cortes de carne, o atendimento ao cliente. Tinha mais açougueiros na cidade, mas o Jorge era o titular da carne. Dona Aurelina, dona Augusta e dona Dirce eram as mães que vinham ao encontro dos nascituros. Outras parteiras também serviram lá, mas estas três foram mais ilustres. Quase sempre as parteiras são também benzedeiras. Outras emprestam seus nomes aos bebes. O Alcidinho, o Zezé Oliveira, tios ou pais? As crianças começavam aprender o bê-á-bá em aulas com eles. Mater & magistra a professora Elza ensinava as lições aos pequenos, sim aos pequenos, adultos lá não estudavam. A chamada dos alunos. O visto das lições, a pontuação das aulas, a aplicação das notas, o fechamento dos boletins, a felicitação dos aprovados, a recuperação dos especiais era o fruto da dedicação e carinho desses e outros magistrais que lá serviram. O Joel marceneiro com seu pioneirismo na fabricação de moveis sem dúvida era outra celebridade muito comentada na cidade. Os moveis de primeira linha com bom acabamento na fórmica ou no verniz estavam presentes nos lares de Cristinópolis. O Tatito com sua marcenaria bem montada com bancada industrial e uma boa equipe de colaboradores, bons profissionais ou aprendizes supria a demanda mobiliaria da cidade e região. Moveis do estilo barroco ao provençal, passando pelo rococó e o colonial ele sempre tinha na pronta entrega ou por encomenda. Ele também fabricava mesas de bilhares. Em quase todos os lares se via uma peça com a marca TATITO. O Amaro engenheiro que desde o inicio estava presente prestando seus serviços à comunidade era um dos mais ilustres. Como o primeiro delegado da cidade era ele que naquelas horas de angustias e desacertos fazia a paz entra as partes envolvidas. O Cícero (Cilção) era outro dos quatro delegados que deixou sua marca registrada pelos bons serviços prestados á população. O Narciso era dos mais conhecidos entre os comerciantes no ramo de diversão e lazer, seu bar era ponto de encontro nos domingos e feriados. Por Anésio e Djalma eles não eram quase conhecidos, mas Jangada e Remador era a dupla sertaneja que cantava e encantava Cristinópolis. As modas de viola, as rancheiras, as guarânias. Os sucessos de Tião Carreiro e Pardinho. Pedro Bento e Zé da Estrada entre outros, eram as mais pedidas dos fãs. Bons sanfoneiros existiram em Cristinópolis, mas o Gumercindo dividia o título de melhor sanfoneiro com o João seu irmão. O Pau-de-Arara (Raimundo) ganhava a vida no serviço de chapa, mas, nas horas de lazer ele se divertia e divertia a platéia com seus ilusionismos e ainda executava os bons instrumentos de corda no estilo nordestino. O Aragão era conhecido por manter um serviço de alto falante em estúdio montado ao lado da sorveteria. O Dena era talvez a celebridade mirim mais conhecida por animar os anúncios no serviço de alto falante a voz da cidade. O Edgar do parque era o ídolo principalmente da juventude por instalar de vez em quando seu parque de diversões na cidade. Assim a população não ficava sem opção de lazer. O Edgar tropeiro era conhecido por todos que tinham atividade campestre por ser o fornecedor dos animais cavalares e de todo serviço em Cristinópolis e região. Os cavalos de cela, burros já domados e amestrados para o serviço de arado e carroças. Éguas mansas para charretes. A escolha entre pampas e alazões, araçás, pedreses, rosios e baios. Marchadores ou trotões compunham o vasto leque de opções aos interessados. O Zé dentista era o nome de referência em odontologia. O Aparecido Scutt como engenheiro agrônomo também compunha a lista dos notáveis. Pedro e Eli, os irmãos arruda, eram conceituados no ramo da eletrônica. Foram eles que montaram a radio nacional de Cristinópolis. O Eldo também era radiotécnico. O reparo simples, a calibração dos variáveis. A revisão dos circuitos com suas vias bem conservadas. A soldagem dos pinos. Os esquemas chapeados, Rádios a vela ou transistores, os modernos circuitos integrados faziam parte da rotina do profissional. O Mané da lua era outro personagem bem conhecido por ser o único cidadão de Cristinópolis que tinha o privilegio de viajar para a lua de vez em quando, porém, nunca revelou os segredos de suas missões. O Petita também serviu a comunidade como auxiliar de policia por isso todo mundo conhecia ele em pessoa. Outra celebridade era o Baixinho, desde o inicio de Cristinópolis ele já estava la representando a grande família Magosso.O Braz era outra celebridade bem destacada por manter seu armazém bem sortido de tudo que se usava no lar e na roça.As latas de querosene de 18ls,botinas,arados,máquinas de plantar arroz,cordas,correntes de aço,tachos,peneiras, munhos e torrador de café.Outros armazéns existiram la,mas, o armazém do Braz era o ponto de referencia da cidade.O Pedrão era o maior comprador de cereais no atacado e no varejo,quem tivesse para vender alguns quilos de mamona a granel,milho,feijão e até mesmo algum pouco de poalha era ele que comprava.

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